Por Tayla Pereira
O pole dance não é uma prática única. Ele se desdobra em modalidades como acrobático (focada na execução técnica de giros, inversões, figuras e quedas em um mastro vertical), artístico (modalidade de dança e acrobacia na barra vertical que prioriza a expressão corporal, a fluidez, a musicalidade e a contação de histórias, diferenciando-se do foco puramente técnico ou de força do pole sport. Mistura elementos de circo, ballet e dança contemporânea para criar performances temáticas e performáticas), exotic (focada na sensualidade, fluidez e expressão artística, caracterizada pelo uso obrigatório de saltos altos (geralmente 17cm a 23cm) e joelheiras. Diferente do pole esportivo, o Exotic foca no chão (floorwork), transições marcadas e movimentos envolventes, celebrando o empoderamento e a feminilidade), spin (barra giratória) e flow (é uma modalidade artística e coreográfica do pole dance focada na fluidez, transições suaves e conexão emocional com a música. Diferente das modalidades focadas apenas em acrobacias, o Flow mistura movimentos de dança contemporânea, jazz e floorwork (trabalho de chão) ao redor da barra, priorizando a continuidade dos movimentos, em vez de parar entre uma pose e outra). Cada estilo trabalha aspectos físicos e emocionais diferentes.
Fisicamente, há ganho de força, coordenação, consciência corporal e resistência. Mentalmente, os benefícios são profundos: melhora da autoestima, redução da ansiedade e aumento da autoconfiança.
Aprender um movimento desafiador ativa circuitos de superação. O cérebro registra pequenas vitórias, fortalecendo a percepção de capacidade. Isso impacta diretamente crenças limitantes como “eu não consigo” ou “não sou forte o suficiente”.
Além disso, o pole dance exige presença. Durante a prática, não há espaço para ruminação excessiva, seja de pensamento, emoção ou comportamento. A atenção plena reduz níveis de estresse e favorece o equilíbrio emocional, além do acerto do movimento. Quanto mais tentativa, maior a ansiedade e a tensão na pele com o mastro, que pode deixar hematomas. Foco, atenção concentrada, entendimento do movimento propicia maior desenvolvimento.
Referências:
LOWEN, A. Bioenergética. São Paulo: Summus, 1982.
JUNG, C. G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes, 2000. VAN DER KOLK, B. O corpo guarda as marcas. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
