Engrenagens emocionais: trauma psicológico e a vida na oficina automotiva

Por Daniele Rodrigues e Lelington Havreluk

Quando você decide quais peças colocar em seu carro, certamente você quer aquelas que oferecem a melhor relação entre custo e benefício. Não é bom pagar a mais por algo que não atende suas necessidades, nem economizar demais e acabar com mais dor de cabeça. O mesmo vale para seus clientes e para as peças que você usa em cada serviço de manutenção. 

Se informar sobre os fornecedores disponíveis, a qualidade de seus produtos, atendimento e prazos de entrega é vital para encontrar as melhores opções para a oficina automotiva. Não se contente com o primeiro fornecedor com quem entrar em contato, pois pode não ser a melhor opção para o cliente, tampouco para o seu negócio.

Ter a ciência de que o tipo de peça que utilizará na manutenção de um veículo irá influenciar diretamente na qualidade do serviço prestado vai além da orientação sobre a sua durabilidade, e ajudará o cliente a ter uma noção geral da sistemática do carro e decidir o que quer. E, nesse caso, se você está disposto ou não a fazer o que está sendo requerido. 

Essas orientações são bastante comuns no dia a dia de uma oficina automotiva e fazem parte da rotina do profissional, a diretriz escolhida na maneira que de conduzir o seu negócio é que demandará mais ou menos orientações. Caso opte por atender o que o cliente quer, independentemente de peças paralelas com baixa qualidade, as orientações serão menores, porém requer o cuidado do cliente estar ciente e se comprometer oficialmente pelas consequências (geralmente com documento assinado). Mas, caso opte pela qualidade do serviço prestado e sua imagem profissional, será necessário estar constantemente reforçando essas orientações, ter bons fornecedores e protocolos que oficializam tais condições para oferecer um respaldo ao cliente, bem como uma proteção pra si diante de eventuais problemas futuros.

Explicar problemas técnicos correlacionando com os riscos que o cliente e sua respectiva família correm pode ser um caminho viável, pois une situações técnicas e emocionais concomitantemente. Nesse caso, não basta apenas a comunicação, será preciso utilizar de instrumentos legais que sigam o código de defesa do consumidor e as leis de trânsito, reforçando uma conduta íntegra na marca do negócio.

E os traumas psicológicos também estão presentes nessa situação. Pessoas que foram negligenciadas na infância tendem a repetir esse comportamento na fase adulta. Outro ponto de vista é a maneira de lidar com a situação; diante da adversidade, o impacto emocional que lhe ocasiona e a maneira que reage com o outro mostra características da personalidade, a qual também tem na sua base os eventos traumáticos transgeracionais, gestacionais e da história de vida. Todas as engrenagens nessa vida estão correlacionadas, só precisamos estar atentos aos sinais que recebemos diariamente.