Por Erika Zanoni
O uso de petiscos durante o treino de cães é uma estratégia amplamente utilizada para reforço positivo de comportamentos desejáveis. No entanto, é importante refletir sobre a qualidade desses alimentos, especialmente considerando que muitos produtos disponíveis no mercado contêm corantes, aromatizantes, conservantes e outros aditivos que podem não ser reconhecidos adequadamente pelo organismo, podendo contribuir para processos inflamatórios e até interferências no comportamento.
Nesse contexto, a utilização de petiscos naturais e funcionais surge como uma alternativa mais segura e benéfica. Além de fornecer nutrientes de melhor qualidade, esses alimentos podem ser preparados com ingredientes simples, acessíveis e com propriedades nutracêuticas, contribuindo para a saúde física e mental dos animais.
Uma opção prática consiste na preparação de uma massa base composta por um ovo de galinha solta, 100 gramas de batata-doce, 100 gramas de proteína animal ou, alternativamente, frutas como banana ou maçã, além de uma colher de chá de cúrcuma, conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias. A textura da massa pode ser ajustada com o uso de farinhas, como polvilho doce e farinha de arroz ou aveia, até atingir um ponto que permita abertura com rolo e modelagem.
Após o preparo, a massa deve ser aberta e cortada em pequenos pedaços, adequados para sessões de treino, sendo então levada ao forno por aproximadamente 20 minutos, até adquirir textura firme externamente, mantendo palatabilidade. O tamanho reduzido dos petiscos é fundamental para permitir múltiplas repetições durante o treino, sem sobrecarga calórica.
Esse tipo de petisco apresenta diversas vantagens: é funcional, natural, de fácil transporte e altamente reforçador, favorecendo o aprendizado e a manutenção de comportamentos adequados. Além disso, por não conter aditivos artificiais, reduz o risco de efeitos adversos e contribui para uma abordagem mais integrada entre nutrição e comportamento.
A utilização consciente de petiscos durante o treino reforça a importância de alinhar práticas alimentares à saúde e ao bem-estar dos animais. Ao optar por alternativas naturais, promove-se não apenas o aprendizado, mas também a qualidade de vida, respeitando as necessidades biológicas e comportamentais da espécie.
